28 de mai de 2014

Na prateleira:Apaixonada por palavras - Paula Pimenta

Para quem não conhece, Paula Pimenta nasceu em Belo Horizonte - MG, desde criança possui aptidão para escrita mas foi só em 2001 que começou sua carreira de escritora com o livro "Confissões", que possui poemas de sua autoria. Mas se tornou realmente conhecida com o livro "Fazendo meu filme 1" em 2008 e sucessivamente os livros Fazendo meu filme 2, 3 e 4 que assim como o primeiro, foram um verdadeiro sucesso juvenil. Em 2011 lançou "Minha vida fora de série" e em 2012 lançou o livro "Apaixonada por palavras" com crônicas da autora.
Pois foi justamente pelo livro Apaixonada por palavras que eu comecei a me encantar pela autora e já coloquei todos os outros livros na minha lista de livros! Para conhecer o conteúdo desse livro encantado por palavras mágicas, segue lendo!
"Apaixonada Por Palavras, é uma coletânea de crônicas escritas pela Paula Pimenta entre os anos 2000-2009 e todas tem uma coisa em comum: a personagem principal é a própria Paula. Nas 160 páginas (55 crônicas) conhecemos algumas histórias, pensamentos, receios, sentimentos vividos por ela em diferentes anos de sua vida." Todo esse encantamento do modo como ela descreve  o próprio cotidiano faz com que você se sinta uma amiga intima dela, e isso é demais!! 
A aparência do livro é incrível; margem, capa, folha, letra e destaques estão todos muito bem organizados e postos por todo o livro. A capa chama atenção de longe e de perto nota-se que o fundo na realidade é a crônica "Apaixonada por palavras" que irei colocar no final do post. No final de todas as crônicas tem um coração, depois do ponto final e todas as páginas são levemente rosadas!! Demais! :D


Crônica "Apaixonada por palavras"
"Odeio cantadas. Flores não me seduzem. Chocolates então, nem pensar. O que me comove são palavras.
No caminho de casa, passo por uma pista de cooper onde têm barras e aparelhos de ginástica. Em qualquer hora do dia ou da noite, rapazes de se fazer inveja aos galãs globais puxam ferros, correm mais do que para tirar a mãe da forca, levantam pesos, malham até o dedão do pé. Ao lado deles, garotas soltam suspiros para cada flexão de braço, lançam exclamações para cada bíceps trabalhado, fazem votação para definir qual peitoral é o mais sarado. Deixo tudo para elas. Tais rapazes não merecem um segundo olhar meu. Para mim, músculo em excesso é inversamente proporcional à inteligência.
Fim de semana. Depois de muita insistência, aceito o convite das minhas amigas para ir dançar, mesmo sabendo que me arrependerei. Lugar dos infernos. Quente, barulhento, enfumaçado. E ainda por cima tenho que escutar aquela mesma frase: "E aí, gata, vem sempre por aqui?". Fico na dúvida entre vomitar, sair correndo ou fingir que sou surda.
Outra situação: O moço é lindo. Toca violão. Minha família gosta dele. Já estou quase convencida de que é minha alma-gêmea. E então ele me manda um cartão: "Não me canço de te olhar". É, querido, vai ter que olhar para o outro lado. Cansada estou eu de quem não sabe escrever nem em português.
Mas por que eu sou tão viciada em palavras? Por ter crescido lendo enquanto minhas amigas brincavam de pique-esconde? Por minha primeira paixão ter sido o Cebolinha, nos gibis da Turma da Mônica? Por amar poesia desde que nasci? Não sei. O fato é que me desperta curiosidade quem sabe escrever o que pensa.
Garotos que escrevem bem têm um charme diferente. Suas palavras me acariciam de tal forma, que se tornam vitais para minha sobrevivência. Se eles têm tanto cuidado com a escrita, imagine o carinho que teriam comigo... Ah, os homens que sabem escrever! Alguns conseguem ser tão sinestésicos, que chego a perceber a voz deles por entre as linhas.
Os que mais me impressionam são os que adivinham meu pensamento, mesmo sem me conhecer. É indescritível a sensação de ler um texto e me identificar totalmente com as palavras do escritor. É como se ele tivesse roubado a ideia que eu ainda não havia tido, mas que já existia em mim. Emocionante perceber, na medida em que meus olhos vão descendo por sobre o texto, que existe alguém que pensa exatamente como eu.
Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. O sexo masculino, no geral, ainda se sensibiliza mais com um corpo esculpido do que com a forma que as escritoras dão às suas frases.
No dia em que eu encontrar um que se importe mais com o que eu escrevo do que com a minha embalagem, eu me caso. Desde que a proposta seja feita por escrito. E que por trás daquelas palavras, existam óculos em vez de músculos."


E você, já leu o livro? Vai ler? Beijos,



2 comentários:

  1. Adorei o blog, muito lindo, amei tudo. Parabéns mesmo, vou sempre estar aqui (:

    ontendency.blogspot.com

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    1. Que bom que gostou amada! :D Apareça sempre!!! *-*

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